Ao longo das nossas vidas, pelo sentido de protecção ou mesmo sem consciência, fomos aprendendo a gerir o nosso 'coração' a meias com a razão. Concerteza pode-nos ser útil e, no mundo cão que vivemos na actualidade, se soubermos nunca deixar de ter bom senso com o peso de cada lado, é-nos útil concerteza.
O 'coração' de que falo hoje é algo diferente, tem uma forma especial.
Eu sou uma pessoa emocional. Bastante. Tenho um QE (Quociente de Inteligência Emocional) no percentil 90. Isso não faz de mim uma pessoa mais inteligênte que as outras. Não quer dizer que escreva melhor, que tenha melhores notas, que me saia bem na vida. Nada disso, antes fosse! Sou apenas e somente uma pessoa que tem uma capacidade de sentir a vida como se do último dia se tratasse, de sentir os outros com uma intensidade maior do que o habitual, de captar a essencia das coisas com mais requinte talvez. Sou capaz de sentir o belo com uma intensidade incrivel e o sentido da minha vida é seguramente - conseguir recriá-lo e reproduzir e ser fiel ao que vou experienciando dentro de mim. Muitas vezes passam-se em mim coisas magníficas, dificeis de canalizar ou de explicar aos outros. Um dia espero contribuir para o mundo, nem que seja aos olhos dos que me rodeiam e os que amo, para que vivam num mundo mais belo.
Quando as coisas tristes acontecem, é mais difícil de superar. Mas canalizar o bom que se pode descobrir dentro de qualquer mal foi a maneira que encontrei de superar as situações mais difíceis da vida.
Não sei bem porque comecei com esta introdução, eu sou muito sensitiva, quando me sento a escrever - tenho apenas uma vontade de canalizar certas emoções, jamais escrevo algo premeditado.
Hoje tomei a iniciativa de escrever por uma causa muito especial. Uma causa que me toca o coração, uma frustração para o mundo da ciência e tecnologia e uma frustração, infelizmente, cada vez maior para as pessoas comuns que nada podem fazer por ela. Nada podem fazer por ela, mas nela são envolvidas. E criam-se periodos complicados nos circulos das pessoas.
A vida tem um sentido estranho e injusto. É aleatória. Escolhe para sofrer muitas vezes pessoas que de maneira nenhuma merecem. E as que pior conduta têm das suas vidas ou até pessoas sem vontade de viver, simplesmente são deixadas de fora.
Hoje falo do cancro e de todas as doenças que aparecem sem se saber de onde nem porquê. Situações que deixam as pessoas indefesas e marcadas, deixam as suas familias sofridas e desoladas. Momentos da vida que deixam marcas profundas para todo o sempre e por vezes deixam-nos vazios e cheios de saudade. Deixam-nos sozinhos ou até estranhamente aliviados pela partida de alguém que não poderia continuar a sofrer.
Já perdi uma pessoa que muito amava de uma forma muito cruel, uma doença prolongada e totalmente decadente.
Depois disse também já perdi pessoas, mais próximas, menos próximas. Nunca é facil aceitarmos nunca mais ver nem sentir alguém que amamos.
Hoje, partiu uma pessoa que passou certamente por muito sofrimento. Uma pessoa que não tenho dúvidas, queria viver mais e ver crescer as pessoas que amava.
Vi sofrerem pessoas que são especiais para mim e que ainda se tornaram mais especiais por serem um orgulho e uma exemplo na sua dedicação incansável ao amor e à familia. Do primeiro ao último dia de uma luta, sem fraquejar um único momento que fosse.
Sou sensivel como já frizei e como tal, não poderia deixar de reconhecer aqui, no meu espaço de reflexão, como estou comovida com a grande luta de uns amigos por uma familiar, que acabou com um desfecho uma triste mas, pelas palavras de quem o passou - 'dar tudo de mim foi melhor maneira que soube passar por este momento'. Agora resta o fim da dor física. A paz. O céu. A estrelinha que nasce, que olha e que guarda. E um novo começo, com força, união, amor e amizade.*
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Encarnar o Espírito do Natal - Londres!
Acabámos de chegar, eu e o F, de um fim de semana comprido em Londres.
Devo dizer que já não viajavamos de avião à quase quatro anos. A gravidez, a amamentação, o Vi pequeno - o facto de não o conseguirmos largar muito tempo e as adaptações económicas a todas estas mudanças foram as principais causas. Agora que ele já tem três anos e a vida está ligeiramente mais estável, decidimos fazer uma primeira experiência, não para muito longe, para ver como corria e principalmente para passear, sair da rotina e rever alguns amigos que estão a trabalhar fora.
Devo dizer que correu muito bem! O Vicas reagiu lindamente, foi tão mimado pelos avós o tempo todo que nem teve oportunidade de sentir falta dos mimos dos pais. E nós aproveitamos para sentir a liberdade de andar nas ruas sem horários, sem preocupações e até dormirmos noites inteiras sem sobressaltos. E claro, acabámos por nos divertir e relaxar, mais do que o habitual.
Este post é totalmente dedicado a Londres e ao seu 'Espírito Natalício'. Felizmente tive a vontade de ver Londres na altura do Natal, e não poderia haver melhor altura. Os Londrinos continuam a ter um grande poder económico e isso nota-se por todo o lado. Além disso, têm um extremo bom gosto e talento no que trata de fazer sonhar as pessoas. E eu - é disso que gosto! Vim de lá bastante inspirada e bem disposta. Tenho pena que Portugal não se consiga inspirar em muitos aspectos que tanto fazem sentido naquela cidade - como a boa rede de transportes, os museus de entrada gratuita, o deslumbre dos enfeites de natal e em como isso é levado ao extremo (mercados com comidas típicas, diversões/ montras temáticas/ ringues de patinagem/ saldos antes do natal, etc..).
Aqui deixo algumas imagens daquilo que vi e me inspirou. Sem dúvida nota dez para o trabalho conjunto destas pessoas e para uma cidade que eu já não visitava à alguns anos e, nota-se que evoluiu com os tempos e que consegue certamente transcender os olhos dos visitantes que lá passam.
P.S. Devo também frisar - uma cidade que dá emprego e muitas oportunidades a muitos portugueses que cá, infelizmente, não têm o merecido lugar.
Devo dizer que já não viajavamos de avião à quase quatro anos. A gravidez, a amamentação, o Vi pequeno - o facto de não o conseguirmos largar muito tempo e as adaptações económicas a todas estas mudanças foram as principais causas. Agora que ele já tem três anos e a vida está ligeiramente mais estável, decidimos fazer uma primeira experiência, não para muito longe, para ver como corria e principalmente para passear, sair da rotina e rever alguns amigos que estão a trabalhar fora.
Devo dizer que correu muito bem! O Vicas reagiu lindamente, foi tão mimado pelos avós o tempo todo que nem teve oportunidade de sentir falta dos mimos dos pais. E nós aproveitamos para sentir a liberdade de andar nas ruas sem horários, sem preocupações e até dormirmos noites inteiras sem sobressaltos. E claro, acabámos por nos divertir e relaxar, mais do que o habitual.
Este post é totalmente dedicado a Londres e ao seu 'Espírito Natalício'. Felizmente tive a vontade de ver Londres na altura do Natal, e não poderia haver melhor altura. Os Londrinos continuam a ter um grande poder económico e isso nota-se por todo o lado. Além disso, têm um extremo bom gosto e talento no que trata de fazer sonhar as pessoas. E eu - é disso que gosto! Vim de lá bastante inspirada e bem disposta. Tenho pena que Portugal não se consiga inspirar em muitos aspectos que tanto fazem sentido naquela cidade - como a boa rede de transportes, os museus de entrada gratuita, o deslumbre dos enfeites de natal e em como isso é levado ao extremo (mercados com comidas típicas, diversões/ montras temáticas/ ringues de patinagem/ saldos antes do natal, etc..).
Aqui deixo algumas imagens daquilo que vi e me inspirou. Sem dúvida nota dez para o trabalho conjunto destas pessoas e para uma cidade que eu já não visitava à alguns anos e, nota-se que evoluiu com os tempos e que consegue certamente transcender os olhos dos visitantes que lá passam.
P.S. Devo também frisar - uma cidade que dá emprego e muitas oportunidades a muitos portugueses que cá, infelizmente, não têm o merecido lugar.
Iluminações de Natal e agitação da Oxford Street
Os 'míticos' armazéns Selfridges e suas famosas montras
As 'regras' na arquitectura de toda a cidade e a iluminação dos prédios
Os fantásticos armazéns de vários andares com produtos de altissima qualidade
As 'galerias' - nas arcadas dos prédios surgem pequenas zonas comerciais
Os mercados de Natal - 10x a nossa feira popular. Pura diversão (grátis)
Casinhas típicas de madeira e pura magia do natal. Tudo tradicional
Covent Garden - A arquitectura do ferro e o charme que imprimiram neste espaço
Harrod's - O cúmulo do bem servir e do deslumbre ao olhar. A loja que serve a Raínha
Os 'Ice rinks' que divertem as pessoas e dão magia aos lugares
Os 'food markets' em pontos turisticos. Desfrutando da vista dos monumentos
Subscrever:
Mensagens (Atom)









