Adorei este tema dos animais do 'ártico', decoração por Martha Stewart. Pode servir de inspiração para animais da 'quinta', da 'selva', da 'floresta', etc. Achei um mood interessante - cores neutras e muita harmonia na decoração. Sofisticado e com pinta! Se este ano não fosse festa de anos/ baptizado do meu filho, com certeza este iria ser o tema escolhido. Talvez para o ano se ele ainda gostar.
terça-feira, 29 de julho de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
Ser uma 'dona de casa'
Mesmo que não seja a tempo inteiro, porque se optou por uma carreira profissional, acho encantador quando uma mulher assume as rédeas da casa.
Eu, que sempre fui independente e jamais consigo imaginar-me sem ter a minha ocupação profissional, o meu fundo de maneio e principalmente desenvolver a cabeça, mas hoje em dia penso seriamente em como as 'donas de casa' podem ter uma profissão encantadora.
Eu percebo que se ache, socialmente, muito importante que homens e mulheres tenham papeis iguais. Aliás, compreendo que isso tenha sido importante no passado visto que a mulher nunca tinha sido vista nem considerada como igual.
Hoje em dia, que já se provou tanta coisa em contrario, bem que se poderia aproveitar o melhor de dois mundos. Sermos consideradas e respeitadas de igual forma e por outro lado voltarmos a assumir um papel mais romântico no mundo familiar e pessoal.
Cuidar da relação, da família e da casa é absolutamente fundamental.
Ter tempo para surpreender o nosso marido com ocasiões especiais; pensar e confeccionar uma alimentação saudável para toda a família; calendarizar a vida dos nossos filhos e acompanhá-los nos estudos e nas actividades extracurriculares; cuidar da nossa saúde, beleza e físico, praticando desporto e cuidando da nossa imagem. Tudo isto são questões que julgo estritamente importantes e indispensáveis.
O único grande contra que vejo aqui é a insegurança económica, há muitas pessoas que certamente não têm essa possibilidade de escolha, assim como eu ainda não tenho - espero um dia poder vir a ter.
Além das questões que descrevi como fundamentais, há outras que podem trazer à vida um encanto especial. No papel de 'dona de casa' podemos dar aso à nossa liberdade criativa - podemos criar as melhores festas para os nossos filhos e pensá-las com tempo e dedicação; podemos receber a família e amigos e mimá-la com refeições caseiras, confeccionadas por nós. Podemos ensinar os miúdos a terem gosto em ajudar e participar, ensinando-lhes truques, criando pequenas dinâmicas em família, podemos cuidar dos espaços e personalizá-los à medida que se torna necessário, podemos pensar com mais atenção em cada pessoa individualmente e ter tempo de dar e mimar, desenvolvendo um amor constante e contínuo.
Acho bonito. Pelo menos na minha cabeça é um caminho que faz todo o sentido. Uma mulher deveria sempre poder optar, porque é inato em nós, seres femininos e mais frágeis queremos cuidar e amar com dedicação.
Uma pessoa que muitas vezes sigo e que é uma inspiração para saber executar este papel na perfeição.
http://www.marthastewart.com/
Eu, que sempre fui independente e jamais consigo imaginar-me sem ter a minha ocupação profissional, o meu fundo de maneio e principalmente desenvolver a cabeça, mas hoje em dia penso seriamente em como as 'donas de casa' podem ter uma profissão encantadora.
Eu percebo que se ache, socialmente, muito importante que homens e mulheres tenham papeis iguais. Aliás, compreendo que isso tenha sido importante no passado visto que a mulher nunca tinha sido vista nem considerada como igual.
Hoje em dia, que já se provou tanta coisa em contrario, bem que se poderia aproveitar o melhor de dois mundos. Sermos consideradas e respeitadas de igual forma e por outro lado voltarmos a assumir um papel mais romântico no mundo familiar e pessoal.
Cuidar da relação, da família e da casa é absolutamente fundamental.
Ter tempo para surpreender o nosso marido com ocasiões especiais; pensar e confeccionar uma alimentação saudável para toda a família; calendarizar a vida dos nossos filhos e acompanhá-los nos estudos e nas actividades extracurriculares; cuidar da nossa saúde, beleza e físico, praticando desporto e cuidando da nossa imagem. Tudo isto são questões que julgo estritamente importantes e indispensáveis.
O único grande contra que vejo aqui é a insegurança económica, há muitas pessoas que certamente não têm essa possibilidade de escolha, assim como eu ainda não tenho - espero um dia poder vir a ter.
Além das questões que descrevi como fundamentais, há outras que podem trazer à vida um encanto especial. No papel de 'dona de casa' podemos dar aso à nossa liberdade criativa - podemos criar as melhores festas para os nossos filhos e pensá-las com tempo e dedicação; podemos receber a família e amigos e mimá-la com refeições caseiras, confeccionadas por nós. Podemos ensinar os miúdos a terem gosto em ajudar e participar, ensinando-lhes truques, criando pequenas dinâmicas em família, podemos cuidar dos espaços e personalizá-los à medida que se torna necessário, podemos pensar com mais atenção em cada pessoa individualmente e ter tempo de dar e mimar, desenvolvendo um amor constante e contínuo.
Acho bonito. Pelo menos na minha cabeça é um caminho que faz todo o sentido. Uma mulher deveria sempre poder optar, porque é inato em nós, seres femininos e mais frágeis queremos cuidar e amar com dedicação.
Uma pessoa que muitas vezes sigo e que é uma inspiração para saber executar este papel na perfeição.
http://www.marthastewart.com/
Bolos para crianças
Gosto muito de tudo o que envolve decoração para festas de crianças. Neste momento ando em pesquisas porque estou a organizar a festa de baptizado do meu filho que é daqui a 2 meses. Descobri esta página que tem 'montes' de ideias para bolos, todas óptimas - coisa rara de se encontrar num só sítio! Os bolos podem sempre ser um bom ponto de partida para a decoração de toda a festa.
http://hello-naomi.blogspot.pt/
http://hello-naomi.blogspot.pt/
sábado, 26 de julho de 2014
Distância e saudade
Redescobri recentemente o poder da distância e da saudade.
Normalmente evitadas e encaradas como algo potencialmente negativo.
Eu descobri que, na dose certa, pode ser um restruturador de relações.
Muito se fala sobre os efeitos do tempo e das rotinas nas relações amorosas. E eu acho que é quase considerado de senso comum que esses factores podem ter um papel degradante na vida de duas pessoas. A rotina e o convívio trazem ao de cimo o nosso lado real, de sermos todos pessoas que precisam do seu espaço e tempo, de termos ritmos de tempo diferentes, de termos zonas de conforto diferentes, de termos as nossas manias/rituais muito próprios, de não lidarmos bem com todos o tipo de programas e tarefas conjuntas, de não querermos abdicar do que é nosso pelo outro ou nem sempre estramos disponíveis para agradar e dar o nosso melhor, de termos diferentes humores que só nós conhecemos e aceitamos e o outro pode não aceitar da mesma forma. São tantas as questões e as condicionantes.
O que é certo é que no meio social e cultural em que eu vivo, as pessoas quando se gostam adotam um sistema que não é necessariamente reflectido ou com o qual se identifiquem mais, julgo eu, mas a verdade é que adotam e não sei se resulta, estatisticamente pela percentagem de divórcios e separações não parece funcionar. Desde que a relação amorosa começa a florescer que as pessoas vivem e dão demasiado e demasiado rápido até. Constrói-se um elo tão intenso e tão rápido, uma entrega total, como se tivéssemos a depositar no outro tudo aquilo que temos de melhor para dar, essa intensidade e entrega não é medida nem doseada e isso provoca logo pontos de quebra - acelera-se o ponto desgaste, rotina ou estagnação.
Independentemente de como se chega ou entra numa vida rotineira de casal, isso mais cedo ou mais tarde acaba sempre por acontecer - ou porque se vive junto, ou porque se tem filhos em conjunto, ou porque se dividem as despesas, etc. A diferença está no esforço e dedicação das pessoas à relação, que vem sobretudo dos valores e da vontade das pessoas em manterem essa relação.
Hoje em dia reflito muito sobre esta questão, porque vivo com o meu parceiro e com o meu filho e porque culminaram vários factores que me fizeram entrar em rotina, inevitavelmente. Percebi que viver junto é muito diferente de namorar - e que namorar é apenas o lado leve e cor de rosa da questão.
Viver junto trás o pacote completo da outra pessoa e, não existe nenhum pessoa no mundo que não tenha o seu lado bom e o seu lado mau.
O que eu coloco no centro da questão é - quem somos nós e o que pretendemos da vida? Qual é a nossa postura relativamente ao amor, o que queremos, o que esperamos e o que é que estamos dispostos a dar. Tudo não passa de um exercício que temos de saber conduzir, os nossos valores e ambições ditam a nossa preserverança e dedicação. O espírito de sacrifício vem da nossa vontade.
Eu olho para os meus exemplos, a minha avó que viveu para a família e para o marido e que diz ter sido o grande amor da vida dela e ter sido feliz. Houve muita cedência, muita anulação de identidade, muitas desculpas e muita aceitação, mas sobretudo houve muita vontade - e até à morte do meu avô, nesta relação eles souberam ser felizes. Alguém cedeu.
Por outro lado temos a maioria das relações actuais, divórcios passado alguns meses ou anos de casamento, muitas mães solteiras, etc. É o paradigma da vida moderna - o homem e a mulher são iguais em todos os níveis, confrontam-se e é quase inevitável isso não acontecer. Também há muitas tentações e relações fáceis. As mulheres e os homens estão disponíveis e existem vários sitios onde quem procura pode facilmente encontrar. Só está sozinho quem quer ou quem não procura. Daí também não haver valor tão rígidos como antigamente porque com tanta oferta e variedade as próprias pessoas não sabem onde querem estar ou ficar. Quando começa a apertar, têm o caminho fácil de recomeçar noutros lados e podem passar uma vida inteira no recomeço, não criando laços profundos.
Eu prefiro acreditar no meio termo. Prefiro acreditar que é nesse sentido que caminho. Que me decidi tornar mais humilde e aceitar que estou a aprender a crescer nesta relação e que a disponibilidade do outro lado me faz disponibilizar ainda mais de mim e que pode desenvolver-se uma amizade solida, uma compreensão mutua e acima de tudo repeito. Aceitando que a vida não é cor de rosa apesar de tantos factores externos nos quererem fazer acreditar que sim, que ali é melhor. Aceitando que há dias menos bons e que há dias muito bons. Aceitando que conversando podemo-nos entender e até sensibilizar o outro a compreender-nos, no futuro com o trabalho, verse-ão recompensas e acima de tudo cumplicidade e apego.
Por isso digo que redescobri a distância e a saudade.
Sem querer, já quase sem me aperceber do que o tempo todo juntos faz da nossa relação - houve um trabalho esporádico que fez com que passasse alguns dias sem te ver, algumas noites e isso aconteceu e foi acontecendo durante algum tempo.
Fui tendo percepções diferentes, consoante as situações e o que isso implicou e felizmente percebi que o bom está em tirar partido das circunstâncias.
Muitas vezes pensamos no que podemos dar mais de nós para esta causa e se tivermos oportunidade devemos pensar em aproveitar as situações em que a vida nos coloca, nessa mesma relação e saber tirar o proveito certo delas.
Eu pensei, eu reflecti, e concluí algumas coisas, depois eu senti falta, depois eu pensei novamente e depois vieram as saudades e depois veio o valor das saudades! E que bom que é ter saudades, refecte-se, reavalia-se e renova-se e nasce uma nova vontade de recomeçar.
Com isto eu percebi que pode haver várias maneiras na vida de caminhar para o ponto certo, como a saudade, basta querer.
Normalmente evitadas e encaradas como algo potencialmente negativo.
Eu descobri que, na dose certa, pode ser um restruturador de relações.
Muito se fala sobre os efeitos do tempo e das rotinas nas relações amorosas. E eu acho que é quase considerado de senso comum que esses factores podem ter um papel degradante na vida de duas pessoas. A rotina e o convívio trazem ao de cimo o nosso lado real, de sermos todos pessoas que precisam do seu espaço e tempo, de termos ritmos de tempo diferentes, de termos zonas de conforto diferentes, de termos as nossas manias/rituais muito próprios, de não lidarmos bem com todos o tipo de programas e tarefas conjuntas, de não querermos abdicar do que é nosso pelo outro ou nem sempre estramos disponíveis para agradar e dar o nosso melhor, de termos diferentes humores que só nós conhecemos e aceitamos e o outro pode não aceitar da mesma forma. São tantas as questões e as condicionantes.
O que é certo é que no meio social e cultural em que eu vivo, as pessoas quando se gostam adotam um sistema que não é necessariamente reflectido ou com o qual se identifiquem mais, julgo eu, mas a verdade é que adotam e não sei se resulta, estatisticamente pela percentagem de divórcios e separações não parece funcionar. Desde que a relação amorosa começa a florescer que as pessoas vivem e dão demasiado e demasiado rápido até. Constrói-se um elo tão intenso e tão rápido, uma entrega total, como se tivéssemos a depositar no outro tudo aquilo que temos de melhor para dar, essa intensidade e entrega não é medida nem doseada e isso provoca logo pontos de quebra - acelera-se o ponto desgaste, rotina ou estagnação.
Independentemente de como se chega ou entra numa vida rotineira de casal, isso mais cedo ou mais tarde acaba sempre por acontecer - ou porque se vive junto, ou porque se tem filhos em conjunto, ou porque se dividem as despesas, etc. A diferença está no esforço e dedicação das pessoas à relação, que vem sobretudo dos valores e da vontade das pessoas em manterem essa relação.
Hoje em dia reflito muito sobre esta questão, porque vivo com o meu parceiro e com o meu filho e porque culminaram vários factores que me fizeram entrar em rotina, inevitavelmente. Percebi que viver junto é muito diferente de namorar - e que namorar é apenas o lado leve e cor de rosa da questão.
Viver junto trás o pacote completo da outra pessoa e, não existe nenhum pessoa no mundo que não tenha o seu lado bom e o seu lado mau.
O que eu coloco no centro da questão é - quem somos nós e o que pretendemos da vida? Qual é a nossa postura relativamente ao amor, o que queremos, o que esperamos e o que é que estamos dispostos a dar. Tudo não passa de um exercício que temos de saber conduzir, os nossos valores e ambições ditam a nossa preserverança e dedicação. O espírito de sacrifício vem da nossa vontade.
Eu olho para os meus exemplos, a minha avó que viveu para a família e para o marido e que diz ter sido o grande amor da vida dela e ter sido feliz. Houve muita cedência, muita anulação de identidade, muitas desculpas e muita aceitação, mas sobretudo houve muita vontade - e até à morte do meu avô, nesta relação eles souberam ser felizes. Alguém cedeu.
Por outro lado temos a maioria das relações actuais, divórcios passado alguns meses ou anos de casamento, muitas mães solteiras, etc. É o paradigma da vida moderna - o homem e a mulher são iguais em todos os níveis, confrontam-se e é quase inevitável isso não acontecer. Também há muitas tentações e relações fáceis. As mulheres e os homens estão disponíveis e existem vários sitios onde quem procura pode facilmente encontrar. Só está sozinho quem quer ou quem não procura. Daí também não haver valor tão rígidos como antigamente porque com tanta oferta e variedade as próprias pessoas não sabem onde querem estar ou ficar. Quando começa a apertar, têm o caminho fácil de recomeçar noutros lados e podem passar uma vida inteira no recomeço, não criando laços profundos.
Eu prefiro acreditar no meio termo. Prefiro acreditar que é nesse sentido que caminho. Que me decidi tornar mais humilde e aceitar que estou a aprender a crescer nesta relação e que a disponibilidade do outro lado me faz disponibilizar ainda mais de mim e que pode desenvolver-se uma amizade solida, uma compreensão mutua e acima de tudo repeito. Aceitando que a vida não é cor de rosa apesar de tantos factores externos nos quererem fazer acreditar que sim, que ali é melhor. Aceitando que há dias menos bons e que há dias muito bons. Aceitando que conversando podemo-nos entender e até sensibilizar o outro a compreender-nos, no futuro com o trabalho, verse-ão recompensas e acima de tudo cumplicidade e apego.
Por isso digo que redescobri a distância e a saudade.
Sem querer, já quase sem me aperceber do que o tempo todo juntos faz da nossa relação - houve um trabalho esporádico que fez com que passasse alguns dias sem te ver, algumas noites e isso aconteceu e foi acontecendo durante algum tempo.
Fui tendo percepções diferentes, consoante as situações e o que isso implicou e felizmente percebi que o bom está em tirar partido das circunstâncias.
Muitas vezes pensamos no que podemos dar mais de nós para esta causa e se tivermos oportunidade devemos pensar em aproveitar as situações em que a vida nos coloca, nessa mesma relação e saber tirar o proveito certo delas.
Eu pensei, eu reflecti, e concluí algumas coisas, depois eu senti falta, depois eu pensei novamente e depois vieram as saudades e depois veio o valor das saudades! E que bom que é ter saudades, refecte-se, reavalia-se e renova-se e nasce uma nova vontade de recomeçar.
Com isto eu percebi que pode haver várias maneiras na vida de caminhar para o ponto certo, como a saudade, basta querer.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Ser mãe muda!
Dou por mim algumas vezes, ao sabor das noites em que o meu filho adormeceu e eu, por mais cansada e com a cabeça a estourar que esteja, a ter de aproveitar aquele bocadinho para fazer alguma coisa por mim mesma.
Tornou-se tão natural esta sensação e agora que o tempo passou (quase 3 anos), olho para mim e vejo como se tornou esta a minha companhia.
Uma sensação de exigência que acho que acabou por se apoderar de mim ao longo do tempo. Ao princípio completamente inconsciente e intuitiva, fruto do meu amor e dedicação. Com o passar dos anos, percebo que apesar de dar mais de mim como alguma vez dei em toda a minha vida a causa alguma, existe dentro de mim uma 'senhorazinha' de seu ar altivo que consegue sempre dizer-me e fazer-me sentir como se não fosse o suficiente - como se me apontasse o dedo para a frente e dissesse 'ali está o mais e o melhor, caminha para lá!'.
E assim estou eu no meio de tais pensamentos quase absurdos mas que tanto me fazem companhia... Há coisas que simplesmente deixei de tentar explicar aos outros porque acabam por se tornar tão nossas, fruto das circunstancias e dos momentos, acabo por pensar e rir cá para os meus botões tantas vezes, e quando a coisa entra em sintonia até que se pode tornar gratificante!
Eis que esse curto espaço de tempo em que posso fazer alguma coisa por mim se pode tornar um tanto que angustiante, quando acontece inesperadamente e não tenho nenhuma tarefa doméstica ou obrigação em fila de espera. Aí entro num corrupio de ideias paradoxas, de ver um filme e tentar escolher o best seller que saiu do cinema à pouco tempo e ainda tenho que ir pesquisar qual é; ou escolher um livro muito interessante para começar a ler e que é bom que me entretenha de forma intensa nas próximas horas das sestas; e de repente lembro-me da depilação que ficou por fazer e se calhar é a melhor altura para isso porque até vou ter natação no fim dessa semana ; e também me lembro do armário que ficou por arrumar (no outro dia fiquei a meio a troca de roupas da estação); e/ou da garagem com as roupas que estava a selecionar para doar e que estão a ocupar tanto espaço. Uff...
Ás vezes começo-me a sentir estranha, quase que tenho que respirar fundo para aliviar a pressão - afinal tenho aqui um tempinho para mim e estou aqui a martirizar-me como hei de aproveitá-lo. Respira fundo, é o que penso.
Algumas vezes consigo ver um filme até ao fim e quando até é um bom filme, aí sim consigo sentir-me animada em como foi bom ter um bocadinho para mim para atualizar a cultura cinematográfica e a ronha a que tenho direito; outras vezes sinto-me irritada em como o que escolhi não fez juz ao tempo sagrado que dispunha e fiquei a pensar que se calhar deveria era ter ido desarrumar a loiça da máquina e descongelar a comida para o jantar.
Outras vezes acabo por ligar o telejornal e pensar - faz-te bem saber o que se passa lá fora, as questões do mundo que tantas vezes já não estou a par ou então ligar o facebook e sentir que ao ver os afazeres das pessoas estou mais próxima do mundo e de uma vida social mais activa.
Outras vezes, quando estou mais emotiva e nostálgica, agarro no telefone e mando mensagens lamechas às minhas amigas e sinto-me bem por ter sido iniciativa minha e por estar a manter e a investir na amizade naqueles momentos, algo que tantas vezes acabo por me esquecer de fazer. Aquele momento pode-me tirar as culpas de cima às vezes até por algumas semanas a fio.
No que me tornei?
Por vezes é estranho encarar esta realidade. Depois de pensar sobre isto como pensei algumas vezes em breves fragmentos nos últimos anos ou libertando de dentro de mim este texto e relendo-o até esta última frase, penso em que pessoa estranha me tornei ou em que momento é que deixaste de pensar em ti e na tua vida e te deixaste para último.
Depois penso que há qualquer coisa que não pode estar bem, se fosse só este o único lado da questão.
Levanto a cabeça e reflito um bocadinho mais a fundo.
Penso na pessoa paciente em que me tornei, na pessoa forte, determinada e não desistente. Penso no valor que comecei a dar aos que estão à minha volta - em como comecei a ouvir as palavras da minha mãe que antes simplesmente ignorava, em como comecei a amar a minha avó que apesar de repetitiva se tornou um grande exemplo de valor, em como comecei a ligar ao meu pai à procura da sua presença e companhia, em como comecei a pensar em estar com a família do meu companheiro porque ele se sente bem perto dela e porque também se tornaram a minha família. Penso em como vou ajudar a minha empregada a arrumar a casa mesmo que esse seja o único momento do dia que tenho para me sentar no sofá a descansar. Em como me tornei poupada nas compras do supermercado e ainda mais - em como comecei a ser a chata da família que só quer comprar coisas saudáveis porque fazem bem e insisto que devíamos comer mais.
Realmente uma pessoa pensa sempre muito sobre as suas questões muito próprias e na verdade estamos sempre a relativizar aquilo que foram as nossas conquistas, ainda que estas sejam pequenas - certamente são mais grandiosas que as questões que colocamos ao longo do dia ou as nossas frustrações.
O que eu sinto com tudo isto é que devemos por as ideias em ordem, sermos verdadeiros para connosco e aceitarmos a nossa realidade. Quando começa a pesar demais, devemos talvez despejar o saco da forma que melhor sabemos ou então fazer um exercício de contra-balançar os males com as coisas boas que adquirimos.
A verdade, verdade é que para mim este foi um bom começo. Escrevi, constatei e expus e agora sinto-me leve para me poder libertar destes pensamentos por um longo espaço de tempo e ir dormir uma boa soneca bem tranquila, como não faço à muito.
Tornou-se tão natural esta sensação e agora que o tempo passou (quase 3 anos), olho para mim e vejo como se tornou esta a minha companhia.
Uma sensação de exigência que acho que acabou por se apoderar de mim ao longo do tempo. Ao princípio completamente inconsciente e intuitiva, fruto do meu amor e dedicação. Com o passar dos anos, percebo que apesar de dar mais de mim como alguma vez dei em toda a minha vida a causa alguma, existe dentro de mim uma 'senhorazinha' de seu ar altivo que consegue sempre dizer-me e fazer-me sentir como se não fosse o suficiente - como se me apontasse o dedo para a frente e dissesse 'ali está o mais e o melhor, caminha para lá!'.
E assim estou eu no meio de tais pensamentos quase absurdos mas que tanto me fazem companhia... Há coisas que simplesmente deixei de tentar explicar aos outros porque acabam por se tornar tão nossas, fruto das circunstancias e dos momentos, acabo por pensar e rir cá para os meus botões tantas vezes, e quando a coisa entra em sintonia até que se pode tornar gratificante!
Eis que esse curto espaço de tempo em que posso fazer alguma coisa por mim se pode tornar um tanto que angustiante, quando acontece inesperadamente e não tenho nenhuma tarefa doméstica ou obrigação em fila de espera. Aí entro num corrupio de ideias paradoxas, de ver um filme e tentar escolher o best seller que saiu do cinema à pouco tempo e ainda tenho que ir pesquisar qual é; ou escolher um livro muito interessante para começar a ler e que é bom que me entretenha de forma intensa nas próximas horas das sestas; e de repente lembro-me da depilação que ficou por fazer e se calhar é a melhor altura para isso porque até vou ter natação no fim dessa semana ; e também me lembro do armário que ficou por arrumar (no outro dia fiquei a meio a troca de roupas da estação); e/ou da garagem com as roupas que estava a selecionar para doar e que estão a ocupar tanto espaço. Uff...
Ás vezes começo-me a sentir estranha, quase que tenho que respirar fundo para aliviar a pressão - afinal tenho aqui um tempinho para mim e estou aqui a martirizar-me como hei de aproveitá-lo. Respira fundo, é o que penso.
Algumas vezes consigo ver um filme até ao fim e quando até é um bom filme, aí sim consigo sentir-me animada em como foi bom ter um bocadinho para mim para atualizar a cultura cinematográfica e a ronha a que tenho direito; outras vezes sinto-me irritada em como o que escolhi não fez juz ao tempo sagrado que dispunha e fiquei a pensar que se calhar deveria era ter ido desarrumar a loiça da máquina e descongelar a comida para o jantar.
Outras vezes acabo por ligar o telejornal e pensar - faz-te bem saber o que se passa lá fora, as questões do mundo que tantas vezes já não estou a par ou então ligar o facebook e sentir que ao ver os afazeres das pessoas estou mais próxima do mundo e de uma vida social mais activa.
Outras vezes, quando estou mais emotiva e nostálgica, agarro no telefone e mando mensagens lamechas às minhas amigas e sinto-me bem por ter sido iniciativa minha e por estar a manter e a investir na amizade naqueles momentos, algo que tantas vezes acabo por me esquecer de fazer. Aquele momento pode-me tirar as culpas de cima às vezes até por algumas semanas a fio.
No que me tornei?
Por vezes é estranho encarar esta realidade. Depois de pensar sobre isto como pensei algumas vezes em breves fragmentos nos últimos anos ou libertando de dentro de mim este texto e relendo-o até esta última frase, penso em que pessoa estranha me tornei ou em que momento é que deixaste de pensar em ti e na tua vida e te deixaste para último.
Depois penso que há qualquer coisa que não pode estar bem, se fosse só este o único lado da questão.
Levanto a cabeça e reflito um bocadinho mais a fundo.
Penso na pessoa paciente em que me tornei, na pessoa forte, determinada e não desistente. Penso no valor que comecei a dar aos que estão à minha volta - em como comecei a ouvir as palavras da minha mãe que antes simplesmente ignorava, em como comecei a amar a minha avó que apesar de repetitiva se tornou um grande exemplo de valor, em como comecei a ligar ao meu pai à procura da sua presença e companhia, em como comecei a pensar em estar com a família do meu companheiro porque ele se sente bem perto dela e porque também se tornaram a minha família. Penso em como vou ajudar a minha empregada a arrumar a casa mesmo que esse seja o único momento do dia que tenho para me sentar no sofá a descansar. Em como me tornei poupada nas compras do supermercado e ainda mais - em como comecei a ser a chata da família que só quer comprar coisas saudáveis porque fazem bem e insisto que devíamos comer mais.
Realmente uma pessoa pensa sempre muito sobre as suas questões muito próprias e na verdade estamos sempre a relativizar aquilo que foram as nossas conquistas, ainda que estas sejam pequenas - certamente são mais grandiosas que as questões que colocamos ao longo do dia ou as nossas frustrações.
O que eu sinto com tudo isto é que devemos por as ideias em ordem, sermos verdadeiros para connosco e aceitarmos a nossa realidade. Quando começa a pesar demais, devemos talvez despejar o saco da forma que melhor sabemos ou então fazer um exercício de contra-balançar os males com as coisas boas que adquirimos.
A verdade, verdade é que para mim este foi um bom começo. Escrevi, constatei e expus e agora sinto-me leve para me poder libertar destes pensamentos por um longo espaço de tempo e ir dormir uma boa soneca bem tranquila, como não faço à muito.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
A vida passa demasiado rápido para quem ama!
Dentro de mim existe a certeza de conhecer um mundo belo, calmo e justo.
Quando fecho os olhos vejo o infinito, vejo as milhentas possibilidades para onde podemos seguir com as nossas vidas.
Desde pequenina, sempre fui uma sonhadora, uma apaixonada pela vida.
Essa pessoa nunca, nem por um único momento, deixou de acreditar.
O meu mundo mudou nos últimos anos. Escolhas que fiz com todo o meu coração e intuição, tomaram conta do meu destino e subtilmente me fizeram mudar.
Do passado recordo momentos que dariam romances incríveis. Sempre gostei de viver no limite!
Pessoas mágicas com as quais partilhei momentos únicos. Nalgumas despertei magias e proporcionei alegrias que guardo no coração, com outras vivi momentos intensos mas como tudo na vida, acabaram por seguir outros caminhos, ao sabor de outros alentos.
Sempre gostei de saborear os momentos e deslumbrar-me com as pessoas. Acima de tudo, sempre gostei de ver e sentir para além do palpável e admirar este privilégio que é viver. Sempre soube honrá-lo da melhor forma.
Faço esta reflexão e escrevo este post - o primeiro deste blog - porque começou um novo capítulo na minha vida.
Sempre gostei de escrever e sobretudo sempre escrevi para me compreender e conhecer.
É o que pretendo agora também!
A maior mudança dos últimos anos foi ter sido abençoada pela vida, tendo tido o privilégio de ser mãe! E tive e tenho um filho maravilhoso. Sou tão grata!
Mas isso mudou-me muito!
Dalguma maneira esse amor que começou como um feijãozinho na minha barriga transformou-me sem volta a dar.
Desde esse primeiro momento deste novo amor, que me entreguei, mais do que conseguiria imaginar, a uma nova vida de dedicação, responsabilidade, partilha e comunhão, uma nova vida com o meu filho e o meu companheiro - um novo lar que construímos a três.
Durante estes últimos três anos experienciei o melhor e pior de mim, o melhor e o pior dos outros. As grandes mudança requerem sempre uma grande adaptação e não é fácil. Fácil é desistir, é não construir!
Sinto agora que depois de um turbilhão de emoções, decisões e pensamentos, consigo retirar as melhores coisas e ver tudo de uma forma muito clara.
Decidi partilhar, através deste blog a minha forma intensa e apaixonada de sentir e pensar a vida. Os ensinamentos que a vida me dá a cada dia, todos os dias - e registá-los para que não sirvam só para mim. Não gosto de estar de braços cruzados, gosto de fazer da vida um sonho. E desta vez quero partilhar o meu sonho de vida e inspirar a quem se gosta de deixar tocar.
Quando fecho os olhos vejo o infinito, vejo as milhentas possibilidades para onde podemos seguir com as nossas vidas.
Desde pequenina, sempre fui uma sonhadora, uma apaixonada pela vida.
Essa pessoa nunca, nem por um único momento, deixou de acreditar.
O meu mundo mudou nos últimos anos. Escolhas que fiz com todo o meu coração e intuição, tomaram conta do meu destino e subtilmente me fizeram mudar.
Do passado recordo momentos que dariam romances incríveis. Sempre gostei de viver no limite!
Pessoas mágicas com as quais partilhei momentos únicos. Nalgumas despertei magias e proporcionei alegrias que guardo no coração, com outras vivi momentos intensos mas como tudo na vida, acabaram por seguir outros caminhos, ao sabor de outros alentos.
Sempre gostei de saborear os momentos e deslumbrar-me com as pessoas. Acima de tudo, sempre gostei de ver e sentir para além do palpável e admirar este privilégio que é viver. Sempre soube honrá-lo da melhor forma.
Faço esta reflexão e escrevo este post - o primeiro deste blog - porque começou um novo capítulo na minha vida.
Sempre gostei de escrever e sobretudo sempre escrevi para me compreender e conhecer.
É o que pretendo agora também!
A maior mudança dos últimos anos foi ter sido abençoada pela vida, tendo tido o privilégio de ser mãe! E tive e tenho um filho maravilhoso. Sou tão grata!
Mas isso mudou-me muito!
Dalguma maneira esse amor que começou como um feijãozinho na minha barriga transformou-me sem volta a dar.
Desde esse primeiro momento deste novo amor, que me entreguei, mais do que conseguiria imaginar, a uma nova vida de dedicação, responsabilidade, partilha e comunhão, uma nova vida com o meu filho e o meu companheiro - um novo lar que construímos a três.
Durante estes últimos três anos experienciei o melhor e pior de mim, o melhor e o pior dos outros. As grandes mudança requerem sempre uma grande adaptação e não é fácil. Fácil é desistir, é não construir!
Sinto agora que depois de um turbilhão de emoções, decisões e pensamentos, consigo retirar as melhores coisas e ver tudo de uma forma muito clara.
Decidi partilhar, através deste blog a minha forma intensa e apaixonada de sentir e pensar a vida. Os ensinamentos que a vida me dá a cada dia, todos os dias - e registá-los para que não sirvam só para mim. Não gosto de estar de braços cruzados, gosto de fazer da vida um sonho. E desta vez quero partilhar o meu sonho de vida e inspirar a quem se gosta de deixar tocar.
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